Pretty Little Liars

Leia reviews e textos relacionados à Pretty Little Liars , a série baseada na obra de Sara Shepard, que é mais crocante entre todas no planeta, com mistérios sem fim, muita cretinice e que anda mudando a forma de se assistir à TV.

Teen Wolf

Leia reviews e textos relacionados à Teen Wolf , o maior fenômeno da MTV americana, com as histórias mais bizarras e com o maior número de sambadas por metro quadrado.

Falling Skies

Leia reviews e artigos relacionados ao Falling Skies , o sucesso da TNT que vem para responder se o Darth Vader é um aliado ou um inimigo? (Como se ninguém soubesse a resposta).

Under the Dome

Leia reviews e textos relacionados a maior aposta de verão da CBS, Under the Dome , baseada no livro homônimo do icônico Stephen King.

The Killing

Leia reviews e textos relacionados a série que foi cancelada, mas posteriormente descancelada pela AMC. Venham ver The Killing ! Agora com co-produção da Netflix.

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terça-feira, 11 de junho de 2013

The Killing - 03x01/02 - The Jungle / That You Fear the Most (Season Premiere)

Um novo começo, mas o mesmo espírito.

Muita gente sabe o quanto eu sou fã de thrillers investigativos e como eu sempre me deixo envolver pela história apresentada, o primeiro caso abordado em The Killing em seus dois primeiros anos começou extremamente devagar e rapidamente com o segundo ano ganhou um espaço digno entre um encerramento que envolvia emoção com a razão do crime praticado por Jamie e Terry com a pobre Rosie Larsen.

Para aqueles que sempre tiveram problema com o tipo de condução que Veena Sud aplicava em sua obra da AMC, hoje com co-produção da Netflix, que salvou a série de um cancelamento precoce, pode esquecer e passar longe da nova temporada de The Killing. O ritmo é o mesmo, talvez até mais parecido com a primeira temporada do que mesmo com a segunda.

Em sua premiere dupla, a série leva o tempo que quer para introduzir o telespectador nas narrativas que serão apresentadas, bem como o caso que será desenvolvido ao longo deste terceiro ano. E aí talvez more um perigo. Para aqueles que preferem um ritmo mais intenso e pistas para resolver o caso, acabou sem nada. Sud e a equipe de roteiristas não nos deram nada de diferente e, como já dito, apenas nos colocou no cenário e nos apresentou os personagens e as novas condições dos protagonistas.

Mas algo é ainda válido. Gostei muito por ter visto que o caso resolvido por Linden há três anos, que tivemos pistas e pequenos esquetes mostrados na temporada passada - como o enigmático desenho da floresta -, onde ela acha que está fazendo um engano, está de volta e será o arco principal ao que será apresentado.

Aliás, a nova vida de Sarah Linden após seu afastamento da polícia é monótona como uma agente de trânsito em uma ilha vizinha à chuvosa Seattle, mesmo que tenha encontrado um amante em potencial. Cody (Andrew Jenkins), que também trabalha na balsa com Linden, é apresentado como um sexo casual para a protagonista fria e inexpressiva, o que chegou até me surpreender.

Mas a relação entre eles não deve seguir muito adiante, já que Linden aparentemente escondeu seu passado como detetive da Homicídios de Seattle e quando Holden aparece à casa dela com um caso parecido ao que ela havia trabalhado há três anos, tudo pode desandar.

E como Holden cresceu. Hoje, sargento e ainda detetive da Homicídios, ele recebe um chamado de uma desconhecida assassinada em uma fábrica, quase degolada e com seus anéis levados como um troféu. Essa é a conexão com o caso de Linden, mesmo que a assassinada em questão é uma adolescente em questão e a mulher assassinada do caso passado dela era uma prostituta de 30 anos.

Só que o acusado culpado daquele crime investigado por Linden está preso e com a sentença de morte a ser executada. Ray Seward (com uma atuação brilhante de Peter Sarsgaard) chega no corredor da morte querendo montar um circo gigantesco, agredindo até ao capelão do presídio e exigindo o enforcamento, ao invés da injeção letal.

Enquanto Ray aguarda a sua execução, ele ainda promete muito mais. Chegando a ligar até ao chefe das investigações que o colocou na prisão, ex-parceiro de Linden, James Skinner (Elias Koteas), hoje chefe e delegador das investigações de homicídios. Skinner também teve um caso extraconjugal com Linden, com direito até ameaças da esposa do Skinner.

Mas o centro da temporada ficará com os jovens problemáticos sem-teto que buscam abrigo em uma casa e, quando não conseguem, têm de buscar um alojamento em outro lugar. É assim que conhecemos Bullet (Bex Taylor-Klaus), uma garota com tendências masculinas, e Kallie Leeds (Cate Sproule), sua amiga que, por não conseguir ficar no abrigo e sua mãe não querer ela em casa, acaba aceitando uma carona com um desconhecido e desaparece até então, numa sequência similar ao encontro da desconhecida assassinada com o seu assassino, indicando que Kallie pode ter sido outra vítima do serial killer.

A história ainda se complica quando Bullet tenta ir atrás de Kallie, que acha estar sob cárcere de um cafetão chamado Goldie (Brendan Fletcher), que já tinha um interesse em aliciar Kallie. O problema de Bullet é que ela é pega desprevenida e é abusada por Goldie no encerramento do episódio.

Voltando à Linden, que mostra piedade matando veados e animais no meio do mato, ela foi pela segunda vez até a fábrica onde o corpo da desconhecida, identificado como Ashley Kwon (Keira Jang), foi encontrado e adentra à floresta, com o desenho em punhos e encontra um local de desova, que é a foto que ilustra este texto.

17 corpos, com Kwon, e contando. Um serial killer à solta em Seattle e que busca mulheres, adolescentes por volta dos 15 anos, sem-tetos que fugiram de casa, e utiliza do mesmo modus operandi que Ray Seward teria utilizado supostamente para assassinar a esposa e deixar o corpo durante uma semana apodrecendo com o filho, Adrien (Rowan Longworth). O caso está apenas começando e The Killing está, finalmente, de volta.

domingo, 10 de fevereiro de 2013

Mega News - 10/02/2013

Domingão, carnaval ta aí e eu aqui. Mega News a todo vapor no estilo "dançando dan dan dan dançando" da Titia Ivete, Rainha do Carnaval, Rainha do Brasil! "Mas se você quiser pode dançar LARGADINHO, LARGADINHO, LARGADINHO"...""""bitch! please."""".

Hoje tem: Amazon, Go On, The Killing, Do No Harm, The Big Bang Theory, Two and a half men, Elementary, The Vampire Diaries, Beauty and the beast e Being Human. 

Amazon, série sobre a origem da Mulher-Maravilha, não deve estrear na próxima temporada da TV americana. Segundo o Deadline, a emissora americana CW está avaliando oito projetos com potencial para virarem série de TV, mas decidiu não encomendar o episódio piloto de Amazon. De acordo com a publicação, o programa foi adiado pois exige um tempo maior para ser desenvolvido, mas se o roteiro final agradar o canal o piloto pode ser produzido fora de época, recebendo sinal verde antes da temporada 2014-2015. Apesar do contratempo, Amazon permanece como prioridade para a CW por conta do sucesso de sua outra série de super-herói, Arrow. A sinopse ficaria assim: “Em Amazon, Iris (nos quadrinhos, ela é Diana) é oriunda de uma terra remota e isolada, onde passou a maior parte de sua vida como guerreira e líder no campo de batalha. Por causa desse estilo de vida brutal, Iris olha para nosso mundo com admiração e espanto, incluindo os aspectos do nosso cotidiano, como arranha-céus, trânsito e sorvete. Guerreira valente com o coração de uma romântica, ela batalha até a morte para tornar o mundo seguro para os inocentes.”. A atriz escocesa Amy Manson (Torchwood) está sendo sondada para o papel principal. Já quero logo essa série e vocês?

Confirmado! Courteney Cox vai fazer uma participação em Go On. Relembrando os velhos tempos de Friends com o seu ex-amigo de elenco Matthew Perry. O personagem de Cox vai interpretar um novo interesse romântico de Ryan, personagem de Perry na série. O episódio vai ao ar em Abril nos Estados Unidos. Todos ficam na espera!

Péssimas notícias pra quem começou assistir Do No Harm. A série foi cancelada pela NBC após a exibição do segundo episódio. No lugar, a emissora colocará reprises de Law & Order: SVU. Desde a estréia nos EUA, o programa vem conquistando os piores recordes que a emissora já teve (desde 1987). A audiência do primeiro episódio foi 3,1 milhões de telespectadores e o segundo episódio teve 2,2 milhões. Péssimo não é? Essas médias seriam boas se fosse na CW, mas como não é...A primeira temporada de Do No Harm tinha recebido encomenda inicial de 12 episódios.

Max Fowler vai participar da 3ª temporada de The Killing.Seu personagem Twitch, é descrito como um “adolescente de boa aparência, charmoso, malandro e manipulador”.A série trará de volta Mireille Enos (Sarah) e Joel Kinnaman (Stephen) nos papeis principais. A sinopse dessa temporada foi divulgada: “No início do terceiro ano, Sarah Linden abandona a profissão de detetive, mas quando as buscas de seu ex-parceiro Stephen por uma garota fugitiva o conduzem a uma série de assassinatos macabros, que estão conectados a uma antiga investigação de Linden, ela é atraída de volta para a vida que pensou ter deixado para trás.”. A resolução do caso deve acontecer no decorrer dos 12 episódios, ao contrário da primeira temporada, que só revelou o assassino de Rosie Larsen no final do segundo ano. Por enquanto, não há previsão de estréia.

Being Human vai acabar na 5ª temporada, foi o que disso o canal britânico BBC3. Faltam ainda 4 episódios para o fim da trama. Triste não é?


Vamos falar sobre a audiência dessa quinta feira?

The Big Bang Theory (18.98 milhões) e Two and a Half Men (14.12 milhões) continuam bem na audiência. (fizeram 6,2 e 4,1 na demo).

Elementary mesmo sendo exibida após o Super Bowl não teve seus índices de audiência aumentados. Ficou com os mesmos 10.84 milhões (mesma média dos demais episódios anteriores).

The Vampire Diaries (2.50 milhões) e Beauty And The Beast (1.48 milhões) cairam um pouco na audiência. Glee aumentou seus números para (6.03 milhões)
Se alguém quiser saber da audiência de alguma série, favor pedir nos comentários ou via twitter @fabiomaial que na próxima coluna do Mega news eu indico. Mesma coisa para notícias e novidades.
E a ressaca vem e acaba com a nossa vida, mas depois continuamos e talz...
Amanhã tem mais Mega News
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segunda-feira, 18 de junho de 2012

The Killing - 02x13 - What I Know (Season Finale)


Tão simples, tão bonito, tão bem feito.

Normalmente, quando vamos fazer reviews de reality shows nós normalmente iniciamos o texto com “and the winner is...”, acho que para revelar o assassino de um thriller investigativo, bem que poderíamos iniciar o texto com “and the murderer is...”.

Depois de 26 episódios, 26 dias de investigação e algumas reviravoltas no caso, The Killing apresentou sua cartada final em busca de uma terceira temporada com o dever de amarrar as pontas soltas da história e explicar os motivos que nos levaram ao assassinato de Rosie Larsen.

Veena Sud me surpreendeu positivamente nesta segunda temporada e conseguiu, com bastante tranquilidade, criar tramas para manter o mistério e, principalmente, abrir espaço para que seus protagonistas brilhassem e dessem seu melhor.

Mireille Enos e Joel Kinnaman cresceram tanto na temporada que por muitas vezes assistir a sua interação e seus problemas pessoais eram muito mais interessantes do que o desenvolvimento da resolução do caso em si. Por vezes os seus diálogos eram muito mais importantes para o telespectador do que uma pista ou a criação de um falso suspeito.

Verdades sejam ditas: The Killing conseguiu em 45 minutos de forma simples solucionar todos os seus mistérios e explicar muito bem como a garota foi assassinada e, além de tudo isto, conseguir formar um twist inteligente e que fez completo sentido no meio de tudo ao que a série havia construído.

As tomadas e cortes de cenas foram tão bem feitos, a fotografia só enriqueceu a série e as interpretações estavam divinas. A finale além de ter um roteiro bem escrito, conseguiu emocionar com um simples vídeo.  Katie Findlay  apareceu em menos de 20 minutos nas duas temporadas e nos fez nos importarmos por ela com um vídeo tão bobinho.

A utilização de flashbacks como recurso para explicar como tudo aconteceu não só deveriam ser elementos obrigatórios nessa finale, como também foi um recurso muito interessante e que foi sim utilizado para mostrar os últimos minutos da garota com a família.

E como justificativa, sim, eles usaram Jamie como o agressor da garota no décimo andar do Cassino Wapi Eagle e o perseguidor dela na floresta, ela ainda estava viva e não foi ele quem atirou o carro no rio. A morte dele enquanto ele conflitava seus mútuos interesses com Richmond apagou, em tese, todas as chances da polícia fechar o caso e colocar na cadeia Michael Ames e a chefe Nicole Jackson, sem contar que também não iríamos saber quem atirou o carro na água depois de tudo. Aliás, ver Jamie morto com 15 minutos de episódio foi muito bom, ainda mais para acabar com toda a ladainha de "eu fiz por você, Darren!".

A ida de Linden e Holder até a casa dos Larsen para dizer que descobriram quem matou a garota – no caso Jamie – levou Terry ao desespero e ter ido ao quarto da sobrinha para “encarar a realidade” e acabar, numa perspicácia linda de Sarah, se entregando como aquela quem atirou o carro no rio.

O desespero e o desamparo no rosto de Stan e Mitch foram tamanhos que também é digno de elogios para Brent Sexon e Michelle Forbes. A cara de perplexidade por ver que abrigaram a assassina de sua filha e o choque da revelação foi um baque gigantesco para eles.

O encerramento com Holder recebendo um chamado de que encontraram um corpo perto do aeroporto com Linden abandonando o carro e perguntando “e quem seria?” quando o seu parceiro diz que pegaram o “bad guy” foi tão sutil e tão inteligente que só me fez querer aplaudir de pé o roteirista.

Porque afinal de contas, Jamie foi enterrado e Terry foi presa, acabou matando a garota sem saber que era a própria sobrinha, imagina o complexo de culpa que ela deve ter alimentado por todos esses dias de investigação, explicando ainda mais a sua presença na família Larsen e sempre de prontidão para ajudar Stan e Mitch.

E só para perceber como essa explicação fechou bem o caso: Rosie tinha medo de Michael Ames e “aquele cara” que ela diz ter visto numa mensagem para o Alexi foi o pai do seu ex-namorado. A garota estava no lugar errado e na hora errada, essa é a explicação para ela estar no décimo andar do Cassino naquela noite, ela estava gravando um filme para se despedir da família e acabou sendo surpreendida por três pessoas que estavam indo negociar “às escuras” um acordo para beneficiar Richmond em sua candidatura.

Os servidores do Beau Soleil foram incendiados pelo Janek por ele ser o gerenciador do sistema de encontros e por, subconscientemente, saber que se uma de suas moças poderia saber de alguma coisa sobre o assassinato e não desejar nenhuma ligação do assassinato ao Beau Soleil e, consequentemente, a ele.

Em caso de cancelamento, este final de temporada serviria muito bem como um final para a série. Além de ter concluído toda a sua trama e não ter introduzido nada novo fecham um ciclo muito bem.

Algumas coisas ainda não foram bem explicadas, ou então eu acabei deixando alguma coisa passar: Quem é a pessoa que persegue Linden e quem foi que colocou o desenho na geladeira? Estas sim são perguntas que uma possível temporada poderia abordar e explicar.

Uma coisa neste episódio me fez perder completamente a simpatia por Darren Richmond. Enquanto Gwen queria se mostrar presente ele foi lá e arquitetou uma reunião com Ames, chefe Nicole e todos aqueles que o próprio Richmond não quis como aliados em sua campanha. O cara chegou a ser acusado pela morte da menina, acabou perdendo os movimentos da perna por conta disso e ainda assim decide prosseguir com os planos obsessivos de Jamie é sem escrúpulos.

O assassinato em si foi bastante cruel com a garota, independentemente de tudo que poderia ter ocorrido, ela foi agredida por Jamie e acabou batendo a cabeça no décimo andar do Cassino, deu um jeito e acabou fugindo e sendo perseguida e novamente espancada por Jamie na floresta e por fim tendo um fim agonizante enquanto era afogada presa no porta-malas do carro da campanha.

Por fim, gostaria de agradecer aqueles que acompanharam as reviews semanalmente em busca da resolução do assassinato da garota,bem como acompanhar um bom desenvolvimento entre Linden e Holder. Com esta finale estou bastante interessado por uma nova temporada e por mais um mistério. Resta esperarmos a decisão da AMC.

quarta-feira, 13 de junho de 2012

The Killing - 02x12 - Donnie or Marie


E agora, Jamie, foi você?

Faltando apenas um único episódio para que a enrolação do segredo do assassino de Rosie Larsen ser revelado, The Killing apresenta o seu principal suspeito para a definição da temporada. Jamie Wright é pra mim uma escolha wrong. Tudo bem, a piada foi pífia, mas a intenção foi boa.

Mais abaixo tentarei explicar os meus motivos por não gostar da ideia de ver Jamie como o assassino da garota Larsen. Por que agora, vamos ao que aconteceu durante o episódio, que iniciou onde seu anterior terminou e seguiu a pista deixada: alguém da campanha de Richmond esteve envolvido pelo assassinato.

Gostei da agilidade da Linden ao arquitetar um acordo com o prefeito Adams para ter uma espécie de liberdade investigativa e total imunidade durante o final de investigação, explicando onde o arrombamento da enseada e a foto que incriminou erroneamente o Vereador Darren Richmond na finale da primeira temporada se encontravam e se equivaliam (“Orpheus Descending”, 1x13).

Em resumo, o prefeito e sua comissão de campanha não têm nada a ver com o assassinato da jovem Rosie Larsen, aliás, eles estariam sendo passados para trás pela Chefe Nicole Jackson (do Cassino Wapi Eagle), que assinou um contrato com um assessor de Richmond para que o Vereador ganhasse o principal investidor da campanha adversária.

Os ossos descobertos nos episódios anteriores da investigação teriam sido plantados por Richmond para tirar a enseada de Adams, assim como a foto falsa que condenava Richmond foi feita pelo gabinete do prefeito para tirar votos do Richmond, alegando-o ser o assassino de Rosie, com as consequências disso sendo apenas um dano colateral.

O que me interessou foram as ideias de Linden e Holder durante o episódio, pensando junto com os telespectadores e dosando todas as teorias investigativas plausíveis para uma resolução satisfatória e correta do caso no próximo episódio.

O que eu acho que ninguém esperava era o jogo e troca de interesses/suspeitas entre Donnie e Marie, na verdade, Jamie Wrigth e Gwen Eaton, respectivamente. Eu realmente gostei de como os roteiristas brincaram em confundir nossas teorias e, em algumas partes, misturá-las. Por algum tempo tivemos Jamie sendo o assassino, depois era apenas a Gwen, e por outro momento víamos a teoria se misturar, com Gwen e Jamie agindo como cúmplices, explicando a agressividade da perseguição na floresta, e a passividade em assassinar a moça afundando o carro no lago.

Aliás, essa seria a teoria mais cabível como resolução da série, mas não tenho certeza se eu aprovo ainda. Enquanto não houver demais explicações e um embasamento melhor na conclusão do caso, explicando corretamente os interesses na morte da moça, assim como todas as pontas soltas durante as duas temporadas, seria no mínimo insatisfatório.

Por exemplo, isso não explica a necessidade de um núcleo mafioso, assim como a intromissão de Ames e do Cassino serem apenas superficiais. Não explica o cara que insiste perseguir o casal de protagonistas, assim como não explica o “carro preto” que Rosie tanto temia.

Em outras palavras, The Killing teria resolvido um caso com a mesma superficialidade que teria sido se Darren Richmond fosse o assassino da moça, como foi cogitado no final da temporada passada.

Para aprimorar todas as teorias, três pessoas, além de Rosie, estavam no décimo andar do Cassino Wapi Eagle: Chefe Nicole Jackson, Michael Ames e Jamie Wright, mas sinto que Gwen Eaton também esteja envolvida, afinal, ela que assinou a entrada do carro da campanha em que Rosie foi encontrada.

Para chegar a esta conclusão, a série faz com que a chefe de segurança do Cassino, Roberta, entregasse os CDs com os vídeos da suposta câmera quebrada do elevador, alegando que ela poderia ter o mesmo destino da ex-chefe de segurança do local: de 10 a 20 anos de prisão.

Gostei da introdução sombria de Ted Wright, o cara que Darren citou em seus discursos depois de uma historinha contada pelo Jamie. Ted é o avô de Jamie e ele sabe de algum segredo que envolve Jamie. A finale vai abordar por um bom tempo a questão, até que revele o que o rapaz assessor de Darren esconde a respeito da noite em que a garota Larsen foi assassinada.

Ainda tivemos o retorno efetivo de Mitch para a casa dos Larsen. O que nos trás a algumas competições sob o teto da família. Round 1: Mitch vs. Terry. As duas competindo pra ver quem é a maior cadela da série, se é a que foi em busca de um caminho espiritual ou se é aquela que ficou, cuidou da família e tentou mantê-la unida. Vitória por nocaute de Mitch.

Round 2: Mitch vs. Stan. Briga dos pais da família que discutia sobre um assunto idiota, que resultou em ambos falando que a Rosie era filha dele/dela e que sofriam demais. Vitória de Mitch, por um quilômetro. Round 3: Mitch vs. Tommy. Competindo pra ver quem é menos digno de perdão. A mãe que abandonou os filhos e a família, ou o garoto que mata passarinhos, prende o irmão no porta-malas do carro e faz cara de quem comeu e não gostou. Empate técnico, com Mitch levando por um décimo.

Semana que vem conheceremos o assassino de Rosie Larsen. Jamie é o grande suspeito e não me surpreenderia se a série inventasse um twist de última hora e apresentasse outra pessoa como assassina e saberemos em breve se essas duas temporadas foram válidas ou esquecíveis.

terça-feira, 5 de junho de 2012

The Killing - 02x11 - Bulldog


O assassino “mora” ao lado.

Agora é um caminho sem volta. Finalmente nossos detetives estão bastante próximos para revelar o segredo que muita gente tem esperado atentamente desde seu piloto. A construção da série para abordar o assassino de Rosie Larsen por muitas vezes foi acompanhada por marasmo e pistas falsas, mas verdade seja dita, foi estes momentos foram preciosos para a construção interna de cada um dos personagens.

Eu vou ser bastante sincero, faz tempo que me esqueci do caso de Rosie. Pouco andava me importando saber quem matou a garota e este é o grande mérito da temporada. A preocupação com os protagonistas é tão grande entre nós telespectadores que ainda dói ver as ligações perdidas de Jack para a mãe e ver que Linden ainda precisa descobrir e resolver o caso.

Aliás, a interação entre Holder e Linden é tão bacana que você prefere vê-la em tela ao ficar buscando por pistas que você sabe que serão inseridas de forma bastante rasa durante os episódios.

Porém, o mérito deste específico episódio foi fazer toda a vontade guardada para descobrir quem matou Rosie Larsen de volta. Analisando por fora é nítido e bem claro que poucas coisas reveladoras foram encontradas ou exibidas. Nós já conhecíamos a existência do cartão de acesso, bem como a barra básica de tentativa de suicídio de Richmond, mas o seu desenvolvimento a partir disto foi muito bom.

Sim. Este episódio de The Killing foi excelente, assim como toda a sua segunda temporada tem sido. Ele conseguiu traçar e amarrar perfeitamente as pontas deixadas ao longo da temporada e encaminhar bem para o final de temporada que será dividido em duas partes.

O grande twist, que serviu como cliffhanger para a finale, foi ver que o cartão de acesso pertence a alguém que fazia parte da campanha de Richmond, e não a alguém que estivesse envolvido com o prefeito Leslie Adams.

Assim, tudo o que eu pensava e havia construído como ideia ou resposta para a série foi escoado pelo ralo. Não sei bem qual é o interesse para alguém relacionado ao Richmond assassinar a garota, assim como não vou entender a relação do pessoal do cassino com o prefeito e com Michael Ames, e suas intenções em apoiar os planos de candidatura à reeleição de Adams.

A minha grande dúvida é como ficam os planos para as eleições de Seattle. A resolução do caso pode muito bem ajudar o prefeito Adams e prejudicar erroneamente o vereador Darren Richmond. Pouco me importa quem vença ou por quais métodos utilizar para vencê-las, mas acho muito duro ver depois de tudo que aconteceu com Richmond ele ser prejudicado por alguém da própria equipe de campanha.

Assim, nos voltamos à Gwen e ao Jamie. Gwen é ambiciosa e sempre foi considerada a grande suspeita da série, principalmente durante a primeira temporada (no site da AMC, as pessoas podem votar e Gwen sempre esteve entre os três primeiros colocados). Não sei quais são suas intenções com Adams ou em matar Rosie, por isso eu não consigo crer muito na teoria em si.

Já Jamie é ainda mais estranho. Tudo bem que ele sempre foi um personagem muito fiel ao Richmond e que faria o que fosse preciso para ajudá-lo em campanha, mas nunca imaginei que ele fosse o responsável pela morte da garota. Aliás, quais seriam as motivações de Gwen e Jamie no meio dessa história toda?

Agora, qual é o problema de Stan em guardar a foto da filha assassinada em uma gaveta de seu escritório? Fiz a mesma cara de espanto enojado que Tess fez. Aliás, grandes interpretações tem feito Brent Saxon, provavelmente o melhor ator do elenco.

O momento em que ele é indagado pelo irmão a assassinar um cara que testemunhou para a polícia de Seattle ocorre um conflito de interesses muito bom. Entendo a posição de Stan em não querer fazer mais isso e mesmo assim ter de fazer para proteger a família. Perder Tommy ou Danny, até o bulldog de estimação, é uma coisa que ele não pode se dar ao luxo neste momento difícil de reconstrução da família.

E é aqui que pode acontecer um embate muito bacana no próximo episódio. Mitch voltou com a mesma cara de pau que foi embora, justo quando Stan e Tess estavam se acertando e conseguindo reorganizar a família.

O melhor momento do episódio foi o fim de Janek. A prestação de contas que deveria ocorrer com Stan e o carinha que Janek mandou matar acabou virando contra o mandatário. Assim que vi a arma apontando para a cabeça de Janek pensei imediatamente ser Alexis, para vingar a morte de seu pai, Piotr.

Agora, eu particularmente me sinto perdido quanto ao caso de Rosie Larsen. Não entendo bem as motivações e quem poderia ter sido, e isto é mérito dos roteiristas por conseguir fazer com que o mistério não virasse algo simplório e deduzido com certa facilidade. Bastante ansioso para ver o que Veena Sud preparou para a finale.

domingo, 3 de junho de 2012

The Killing - 02x10 - 72 Hours

Lembra do que eu chamei de filler ano passado? Pois bem, esqueçam.

Lembro bem daquele episódio dedicado única e exclusivamente em sair em busca do filho da detetive Linden, Missing (1x11) parecia ter sido construído para ser apenas um episódio filler e desconexo com a série, mas preciso dizer o quanto eu estava errado.

Ele foi tão necessário para a construção da personagem de Mireille Enos que chegar aqui semanalmente e elogiar seu excelente trabalho nesta segunda temporada é pouco ao que ela tem feito com Sarah Linden. A personagem cresceu tanto que você consegue perceber e notar claramente a construção tridimensional da personagem.

Linden vai além de ser uma investigadora qualquer com um parceiro avulso como em séries investigativas enlatadas (sim, os procedurais), hoje você consegue perceber como ela se difere tanto das caracterizações caricatas e comuns que vemos na televisão. A construção da personagem tem sido genial e Veena Sud merece os aplausos depois de ser tão friamente xingada e criticada.

Aliás, a qualidade empregada neste episódio de The Killing foi sensacional. Utilizou um excelente recurso feito em Awake, a conversa do protagonista com os psicólogos, e simplesmente explicou sobre o que aconteceu com Linden no passado, como pode ter criado a válvula de escapatória para uma terceira temporada.

A investigação do caso anterior a qual Sarah Linden ainda não conseguiu resolver pode ser o bom fio condutor como enredo para uma eventual próxima temporada. A crueldade do crime e de suas circunstâncias foram muito bem passadas para a tela por Mireille Enos e seria muito bom ver isto se desenvolver, agora com sua personagem tendo Holder a seu lado.

Talvez justifique a sua internação na primeira vez que ocorreu. Ela estava totalmente obcecada em encontrar a verdade que acabou pirando de vez, mas isto é totalmente diferente para este caso. Aliás, o caso Rosie Larsen deixado um pouquinho em segundo plano para tratar apenas de Sarah foi precioso e muito bom, aliás, faz tempo que o caso em si não é tão mais importante para o desenvolvimento central da série.

Outro excelente momento foi a "despedida" de Stan com uma ligação para a Rosie. Brent Saxon conseguiu incorporar toda a dramacidade da cena e transmitir a mensagem do roteiro de forma precisa e meticulosa. Em outras palavras, tenho de chegar a conclusão que este foi um episódio perfeito para o Emmy e para as considerações da crítica. Tanto Enos quanto Saxon foram perfeitos, não preciso dizer mais nada.

Voltando a falar de Stan, achei fofo e uma escapatória muito boa ao trazer o cachorro para a família, muito bom para dar um tempo no meio de tantas desgraças. Assim como o momento em que ele conserta a lâmpada de Ahmed, como um pedido de desculpas para o que aconteceu no passado.

Agora, este episódio foi precioso para trazer Linden de volta para o jogo e para colocar o seu chefe do lado certo. Com as pistas acumuladas por Holder e a construção do caso sendo algo mais conspiratório tem feito desta série investigativa mais instigante e interessante. Uma solução rápida estava definitivamente fora de cogitação e agradeço à AMC por ter dado a oportunidade de The Killing mostrar todo o seu potencial.

quarta-feira, 23 de maio de 2012

The Killing - 02x08/09 - Off the Reservation / Sayonara, Hiawatha


Assim você me mata.

The Killing conseguindo me surpreender? Estou vendo a série certa? Como assim, produção? Sério, gente! Estou me empolgando mais e mais com o andamento da série. Obrigado, Veena Sud, você conseguiu fazer o marasmo todo ter valido a pena. Bom, pelo menos por enquanto.

O que fica claro é que não teremos tempo mais para criar falsas teorias. A série encaminha bem seu tempo de tela e parece que estamos no sprint final, rumando à descoberta do assassinato de Rosie Larsen (que, mesmo morta, conseguiu o papel principal em uma das maiores apostas da CW para a próxima Fall Season – The Carrie Diaries).

Em “Off the Reservation”, as coisas ficaram vidradas na busca por Stephen Holden, afinal, ele foi aprisionado pelos indígenas e espancado com Linden do outro lado da linha telefônica ouvindo tudo. Todos já sabiam e/ou imaginavam que ele sairia bem depois de tudo, com uns hematomas e curativos, é claro, mas a situação em que ele foi encontrado foi deplorável.

Outra coisa importante para o futuro desenvolvimento da série esteve na despedida do filho de Linden, que eu não faço questão nenhuma de saber o nome (é Jack, obrigado IMDb), mas que indo para morar com o pai, mesmo por um tempo, será fundamental para Linden não ter um ponto fraco ou de descontrole durante as investigações.

As coisas estão cada vez mais delicadas de se lidar, Linden e Holden estão mexendo em lixo de gente grande e não importa suas posições e suas ameaças, ou eles constroem um caso irrefutável, ou serão engolidos pelo tribunal. Eles precisam solucionar o crime.

Ainda teve a moça do Cassino abrindo a boca e falando com a Detetive Sarah. Ela contou uma versão de que Rosie nunca se prostituiu e não fazia nada de errado, totalmente diferente do que todos diziam. O que é certo é que Rosie viu algo que não devia e foi silenciada, só isso explica as motivações de acordo com este comportamento.

Teve Mitch conversando com pai da Rosie, mentindo a paternidade (?). Mas nada de muito importante. O que no fim importava era a chave de Rosie que daria acesso aos detetives ao décimo andar do Cassino e onde seria a provável cena do crime.

Seguindo seus acontecimentos em “Sayonara, Hiawatha”, The Killing teve outro excelente episódio. Com direito a um bom cliffhanger, que pode muito bem ser minimizado pelo simples fato de que nada de grave vai acontecer à Linden, mas que com certeza significa que os nossos detetives não terão uma tarefa muito fácil nesta empreitada e que estão sendo vigiados de perto.

O grande lance aqui foi a descoberta de um crachá da Cidade de Seattle. Já adianto que deve ser do carrasco do prefeito Leslie Adams, ainda mais depois do embate entre o prefeito e o vereador e candidato à prefeitura Darren Richmond.

Sigo indiferente para a trama política, principalmente para o dramalhão feito por Richmond e seus assistentes. Claro que com Adams é diferente, tenho certeza de seu envolvimento desde o piloto e a cada episódio pareço estar mais perto de ter a minha verdade comprovada.

Falando em trama desnecessária, temos Tomen virando encapetado e pisoteando em passarinhos recém-nascidos só para chamar atenção. Achei que o pai foi até bonzinho com o moleque, se fosse eu já tinha metido umas bicas nele. E foda-se que é ilegal, o menino anda merecendo faz um tempo já.

Assim, o que esperar para o que ainda está por vir? Faltam quatro episódios para o fim da temporada e ainda não tenho muita certeza sobre nada, apenas de que The Killing encontrou os eixos, encarrilhou seus vagões e anda perfeitamente como uma locomotiva.

sábado, 12 de maio de 2012

The Killing - 02x07 - Keylela


O que aconteceu? Mudaram os roteiristas e os produtores da série?

The Killing está tão interessante que me faz questionar o que andou acontecendo nos bastidores da AMC. Adoro thrillers investigativos, sou amante da trilogia Millennium e completo fan-boy de Twin Peaks, assim, posso colocar tranquilamente The Killing e elogiar a forma como conta a história.

Veena Sud foi barbaramente criticada por não revelar o assassino de Rosie Larsen ao final da temporada, mas hoje só posso aplaudi-la por conseguir levar a série de uma forma que fizesse com que esses acontecimentos todos tivessem alguma importância para um arco maior.

O mérito não é fazer com que a segunda temporada ganhasse maior relevância para o caso do que a primeira, mas sim fazer com que tudo que aconteceu nela fosse devidamente implantado e explicado nesta temporada. Trabalho engenhoso e muito bem feito. Roteiro inteligente e esmagador. Me belisca, estou curtindo The Killing!

Um dos melhores momentos da série e da temporada tem se dado pela dinâmica estabelecida entre Stephen Holder e Sarah Linden. Gosto quando a série consegue extrair o melhor de seus personagens em momentos simples, como foi com o diálogo protagonizado pelos dois durante o café da manhã.

Agora, não entendo como ela não ficou com o Holder, ainda mais com uma ameaça eminente que lhe persegue insistentemente. O problema é que Linden ainda tem que lidar com o fato de que o pai de seu filho move uma ação pela guarda do adolescente e ficar naquele quarto de hotel duas estrelas não dá.

A sua estadia e preocupação unidas causou a aparição do serviço social, que encontrou o lugar uma bagunça completa e acabou interrogando Linden após uma denúncia anônima. A fuga dela com o filho pode lhe causar muitos estragos, ainda mais como profissional. Ela como detetive deve saber o preço de interferir diretamente no trabalho dos assistentes sociais.

Outro que segue impecável desde a primeira temporada é Brent Sexton, que entrega atuações brilhantes como Stan. Neste episódio não foi diferente. A cena em que ele explode com Terry por ela ter apresentado Rosie ao Beau Soleil foi forte e intensa, apesar de achar que ele está errado em expulsar a única pessoa presente atualmente na vida dele que lhe é de serventia, principalmente com as crianças.

Outro excelente momento dele é no discurso para a imprensa, em que ele expressou todo o seu sentimento em relação a como Rosie tem sido exposta pela mídia. Começou como uma estratégia infeliz de blefe de Gwen e acabou sendo um pedido de “coração” de aleijado para pai desamparado, vítimas do mesmo golpe do destino.

A ida de Linden e Holder à ilha do cassino rendeu excelentes momentos. Primeiro os mais leves com Holder praticando toda a sua sensualidade para uma prostituta velha e acabando saindo com um homem, só para saber o que eles andam construindo.

Depois veio a empregada que parece saber de muitas coisas sobre o assassinato e estar disposta a conversar com a polícia. Ainda mais sabendo da mochila da Rosie que nunca foi veiculada à imprensa e aparentando ser a pessoa que vigiava o apartamento de Holder no começo deste episódio.

Em seguida a ameaça para Linden, as pessoas no cassino não quer ajudar e isto está acontecendo desde sempre. O problema foi que, em seguida, Holder acabou sendo pego também pela equipe do cassino e sido espancado em meio à floresta.

Assim, The Killing atiça minha curiosidade para saber como os acontecimentos devem ocorrer a partir de agora. Quero saber o que aconteceu com Rosie e quais os motivos, e a cada semana ficamos mais perto de descobrir.

segunda-feira, 7 de maio de 2012

The Killing - 02x06 - Openings


Isso é o que eu chamo de um episódio quase bom. Quase.

Pela primeira vez na temporada eu posso dizer que fiquei empolgado com um episódio de The Killing. Já disse e repeti inúmeras vezes que não tenho problemas com a paciência que as coisas acontecem nessa investigação, até porque na vida real é bastante assim, mas os acontecimentos marotos estavam encaminhando-se a banho-maria e nada, absolutamente nada, tinha real importância e seria desmentido logo em sequência.

O problema é que a série vai se revelando muito mais próxima à Twin Peaks do que sempre foi. O caso de assassinato de uma jovem, mistérios envolvendo cassino e figurões da cidade, uma acusação em falso ocasionando uma tentativa de assassinato por um ente próximo (no caso da vencedora do Emmy de 91, assassinato que ocorreu), e agora, mais do que nunca, ao revelar que Rosie é extremamente parecida com Laura Palmer e andava com muitos segredos com todo mundo.

É exatamente esta proximidade com a série que me faz crer que Leslie Adams, o prefeito de Seattle, é o assassino de Rosie Larsen. Os enredos são tão tênues e as disparidades são tão pequenas (com exceção ao humor negro e ao sobrenaturalismo de Twin Peaks), que parece que acompanho um remake prolongado dos 15 e excelentes episódios que contaram as causas e o causador do assassinato de Laura Palmer.

Claro que os motivos de lá são incabíveis aqui, mas a estrutura permite perfeitamente com que as séries tenham rumos e cursos similares. E isso é o que me preocupa. Tem momentos que o caso, para mim, parece tão cristalino quanto à água que me dá raiva, e outros que são piores de se ver o fim que o Rio Tietê, que parece perdido e sem rumo bem definido.

Metáforas e dissertação expostas, acho que me estendi um pouquinho demais com o que eu queria falar. Mas posso dizer com toda certeza que este episódio foi sim muito bom. Começou bastante perdido, verdade, principalmente por uma má introdução de um personagem novo, mas por fim ele rendeu bem para as pretensões deste momento da série.

No núcleo pessoal de Linden, confesso que consegui me conectar com a personagem nessa metade de temporada, Mireille Enos consegue expressar bem e atenuar em sua interpretação o que a personagem está sentindo, apesar de achar que tem momentos que ela faz algumas caras de náusea, mas eu consigo viver com isso.

Sarah tem de lidar não só com um caso muito mal explicado para resolver, mas com um fim de noivado pela fixação no trabalho, da mesma forma como esta fixação pode lhe custar a guarda do filho.

E o caso Rosie parece ser muito mais pessoal pra Linden do que aparenta, até o seu Comandante a ameaça com um relatório, dossiê ou algo do tipo que mostra que a detetive é incapaz de exercer a profissão.

A preocupação do chefe de Linden com o mandato para o cassino é tamanha que nos leva a acreditar mais ainda que o caso só possa ser de alguém com grande influência na cidade, fortalecendo minha teoria sobre o prefeito Adams.

A introdução do pai de Jasper, aquele ex-namorado da Rosie, deu uma nova roupagem à The Killing, que emaranha e traz de volta o envolvimento do cassino como uma grande coisa e de que o tal homem deve ter sim alguma relação com o caso.

Sobre Darren Richmond, sigo com a minha tolerância baixa e passo todo o seu plot com a cara de “tá bom, quando vai trocar para a próxima cena?”. Achei desnecessária a saída de Gwen para Washington para depois retornar oferecendo seus serviços para fazer Richmond ganhar as eleições, que ocorrerão exatamente no final da temporada. Time reunido, e que assim seja.

Foi bom terem dado alguma importância para Terry, como uma das amantes do pai de Jasper, acho que aliviou sua barra de ficar se pegando com o marido da irmã sob o mesmo teto que seus sobrinhos. Além de aliviar a dramacidade exagerada com Terry chorando pelos cantos.

O encerramento do episódio com o desenho preso à geladeira e Linden saindo as pressas de seu apartamento para ir passar um tempo com o parceiro Stephen Holder foi tenso, ainda mais com o ser misterioso assistindo a tudo, da mesma forma como no início da temporada.

Essa cena me lembrou da cena das corujas e do tronco de, novamente, Twin Peaks, onde a floresta serve de pista para o caso e onde habitavam algumas das respostas. Ri de tamanha cretinice minha por fazer essa conexão bisonha, mas acho que ela me faz pensar que aquela personagem misteriosa que andava com o tronco e serviu pistas aos detetives é o mesmo ser misterioso do carro. Muito mais aliado do que um suspeito.

Por fim deixo Mitch, que foi roubada pela garota que “tem pretensões de ir estudar balé”, mas que deixou a carta com a revelação de quem é o pai de Rosie: David Rainer. A seguir, o trecho traduzido da carta assinada por Mitch:
Caro David,
Estou te escrevendo para lhe contar que estou grávida de dois meses. Não tenho certeza do que fazer.
Não estava certa se eu deveria lhe enviar esta carta, mas por fim eu queria que você entendesse por que eu não poderia mais te ver. Eu conheci alguém. Ele é um homem maravilhoso – diferente de você em diferentes formas, [...]
[...] O nascimento do bebê é em julho, eu tenho certeza que é seu. Eu vou chamá-la de Rosie, como a garota daquele poema que você me mostrou. Espero que um dia vocês se conheçam.
Cuide-se.
Com amor, Mitch
”.
P.S.1: O que o garoto Alexi quis dizer quando exclama para o Stan que Rosie salvou a vida dele?
P.S.2: O restante da transcrição da carta não foi posta pelo simples fato de não ter sido exibido, mas creio que o que está acima é o suficiente para sanar respostas e criar teorias. Quem não aposta que esse encontro que Mitch idealizou ocorreu?

quarta-feira, 25 de abril de 2012

The Killing - 02x05 - Ghosts of the Past


De volta para o nada, de volta para a campanha.

O caso do assassinato de Rosie Larsen segue sendo uma boa intriga com muitos interesses, poucos aparentes e muitos segredos. Lembra, pela octogésima nona vez comparando, o caso de Laura Palmer em Twin Peaks. Muitos segredos, para muitos interesses.

Aliás, The Killing espelha bem o que foi o clássico thriller do início dos anos 90, sem o tom ácido e o humor negro, a série adaptada por Veena Sud apresentou um episódio muito bom, tão bom que não reparei que passou tão rápido, o que em The Killing é sair da primeira marcha e engatar na terceira.

A grande tacada do episódio foi Sarah Linden, que conseguiu arrancar as informações necessárias do garoto Alexi Gifford, que, apesar de todos os indícios possíveis – o hidróxido de amônia, ser o filho do homem que Stan assassinou, a digital na bolsa ensanguentada jogada em frente aos Larsen – não era mesmo o culpado, como qualquer um poderia sugerir.

Gostei da investida dela na mesa de interrogatório, foi precisa e conseguiu que o garoto falasse por livre vontade depois de liberado da delegacia e pelo advogado. Vale ressaltar que o atual chefe de Linden fez de tudo para que o menino não abrisse a boca.

Ele foi útil em certa parte para o caso, revelou o que sabia depois de Linden assegurar que Rosie confiava nele e que esta seria uma oportunidade de ajuda-la. O mistério, desta vez, através do carro preto do outro lado da balsa e o twist de que Stan não é pai de Rosie.

Vindo das atuais circunstâncias da série, eu não duvidava de que isto seria possível, agora, quem é o pai da garota? Ele pode muito bem ser o mandante ou até mesmo o executor do crime, talvez tivesse sido procurado pela adolescente e ela teria o ameaçado de revelar o segredinho, o que poderia por algumas coisas em jogo.

É aqui que poderemos ter a ligação com a política e o interesse de Leslie Adams, o prefeito, em tanto incriminar Darren Richmond, que deve voltar para a campanha com humor revigorado depois de mijar na cadeira e receber a informação de Jamie, que arrancou de uma colega na promotoria.

O drama particular de Linden, apesar de estar presente em boa parte da trama e não consumir muito tempo, tem sido interessante para a caracterização e humanização da personagem, que por muitas vezes parecia um androide sem expressão na temporada de estreia e que, segundo o ex-marido, se preocupa mais com a menina morta do que com o próprio filho.

Holden tem sido um bom parceiro, sem se intrometer e deixar que Linden conduza o caso da melhor maneira possível.

Uma coisa esperada e previsível foi o relacionamento de Stan com Terry, a irmã da esposa desaparecida. Foi óbvia e por um instante senti certa superficialidade na coisa toda, mas acho que será de serventia para episódios futuros.

Uma coisa que eu ainda não entendo bem é qual é a da Mitch. Ela voltou e acabou se relacionando com uma garota, de mesmo porte físico e idade que sua filha assassinada. Quero entender quais são seus interesses, que pra mim, não basta de apenas “procurar uma substituta” para a filha.

O twist acompanhado da revelação de Giffs foi a ligação recebida por Terry de um número privado e ela entrando num carro preto (!) em sequência, servindo como cliffhanger para o episódio. O problema é que a garota que conversou com a Mitch também entrou em um carro preto. Alguma ideia?

segunda-feira, 23 de abril de 2012

The Killing - 02x04 - Oji Jun


E virou mais uma história sobre vingança.

The Killing deu indícios de seguir com o caso de assassinato de Rosie Larsen com suspeitas de vingança, onde, talvez, tenha cometido o seu maior erro nesta temporada. A série que perdeu muita credibilidade com o público e imprensa americana por não revelar o assassino ao fim da primeira temporada não se pode dar ao luxo de cair em clichês, mesmo sabendo que conheceremos um twist no episódio seguinte e ver que, apesar das semelhanças, não é exatamente o que foi mostrado.

Mais uma vez a série praticamente implica a seguir talvez um suspeito que não leve ou agregue muitas informações ao caso, mas que por ter informações sobre a máfia de Janek, pode ser que ganhe uma relevância maior.

A princípio, este episódio foi uma grande perda de tempo e atraso para a investigação, quando está ficando cada vez mais nítido e óbvio que Janek e a sua gangue estão por trás do caso e alguma coisa indica que a poderemos ter um envolvimento da política também no caso, não com Richmond, mas sim com o prefeito, Leslie Adams, que disputava as eleições de Seattle contra o vereador baleado.

A obviedade também esteve presente de forma geral com o caso, o roteiro não permitiu que criássemos dúvidas ou demais preocupações pelo fato de Giffs ter estado envolvido com Rosie, por aparentar se vingar de Stan, pelo assassinato de seu pai, Piotr.

Para ser bem franco, o episódio como um todo não foi muito feliz, Veena Sud não conseguiu construir e amarrar de forma inteligente e apresentar a ideia de forma que não prejudicasse os demais arcos.

A questão também não estará em buscar uma simples resposta para o envolvimento de Giffs, Sud e sua equipe terão de trabalhar com uma forma que finalmente consiga surpreender e fazer com que suas reviravoltas funcionem de forma perfeita.

Linden e Holder, por mais que se esforçassem em entregar pistas com que nos fizesse – os telespectadores – acreditar que estariam nos surpreendendo. O grande destaque, no entanto, foi a relação pessoal entre eles e muito mais em como Linden conseguirá passar e enfrentar o impasse judicial com o ex-marido pela guarda de Jack.

Com isso, ganhamos mais um show de interpretação de Mireille Enos, que soube atenuar e imprimir com perfeição às feições de sua personagem a cada momento pela qual passara.

Outro que segue sendo excelente em atuação é o intérprete de Stan, que vai tendo de levar nas costas a família, ainda encarar Janek e os problemas com os filhos. Acho até que Stan está conseguindo criar um potencial mafioso dentro de casa, tanto é que Tommy foi aconselhado a revidar as agressões na escola e ainda prendeu o irmão no porta-malas do carro.

Um grande problema que tenho sentido, porém, é a ausência de Michelle Forbes. Mitch era a personagem que transmitia com maior perfeição cada sentimento e cada sofrimento que a mãe de uma adolescente assassinada de forma fria poderia sentir.

A atriz que faz a Terry também consegue transmitir emoção, mas não com a carga e empatia com a qual Michelle Forbes fez principalmente no início da série. Falando em Terry, ela é a que mais se desgasta com a perda de Rosie no momento, ainda mais pelo fato de ser a ligação entre Rosie e o programa de acompanhantes, o Beau Soleil.

A proposta do episódio com Richmond só me fez rir, rir com a cena em que Jamie tentava e ainda mais com o diálogo. Acho que a cada cena dele, a história com baseamento político, tudo está bastante desgastado na série, ou eles criam um novo elo, assumem de vez que não há nada (o que duvido), ou então deixam de exibir algumas das cenas com tal baseamento.

terça-feira, 10 de abril de 2012

The Killing - 02x03 - Numb

"I've become so numb
I can feel you there
I've become so tired
So much more aware [...]"
- Linkin Park, "Numb"

Excelente episódio de The Killing esta semana, redondinho e que me fez lembrar na hora da canção homônima da banda Linkin Park e sair cantando pelos corredores da minha casa. Afinal, quem não ficou entorpecido com o final deste episódio, além de Holder?

Este episódio parece centrar boa parte dos mistérios que serão levados para o decorrer da série, como a organização criada pelo irmão de Stan Larsen, Janek Kovarsky, ser responsável pelo programa de acompanhantes (muito melhor conhecido como catálogo de putas) Beau Soleil e que aparenta ter conexão com grande parte do mistério da temporada.

A tal tatuagem que serve como principal pista até agora, com a explicação do filho quase inútil de Sarah Linden como sendo "Oji Jun", um herói de um mangá violento e cheio de putaria. Esta tatuagem pode levar à um aprofundamento do que já conhecemos como mitologia da série, como bem pode desmontar as teorias sobre a mesma.

Stan, no entanto, é o que mais vai precisando lidar com as coisas e  confiar em seu irmão foi um ato de desespero máximo, ainda mais depois de todo o diálogo da temporada anterior sobre o crime organizado de origem soviética (dou um brinde se alguém lembrar qual era o país-origem de Janek e Stan) e seus filhos (que o mais velho é repugnante, e o mais novo dá vontade de morder de tão fofo) ficarão no meio deste fogo-cruzado.

Aliás, não elogiei ele na premiere dupla por falta de espaço, mas faço agora: Que atuação fantástica de Brent Sexton! Ele como Stan pareceu crescer ainda mais neste início de temporada, uma vez que Michelle Forbes acabou afastada da história e que acabou retornando neste episódio.

Mitch voltou e ainda não sei bem qual é a dela para esta temporada, ela chegou com toda sua sensualidade de uma porta para um homem qualquer no bar e foi parar na cama. É esquisito demais, ou ela sabe de algo realmente forte não só sobre o caso, mas que desestruturaria sua família e poderia colocá-la em riso, ou então ela ficou mais entorpecida do que Holder que retornou a usar drogas.

Falando em Holder, chegou a hora de ele e Linden se entenderem, de sentarem e conversarem sobre tudo o que tem acontecido. É importante esta troca de informações para o avanço do caso, afinal, já atingimos a metade de um mês de investigações e sabemos pouquíssimas coisas.

Por fim, eu ainda não entendo a necessidade do arco político da série, com Gwen com toda a sua barra de querer ser assessora de campanha de um senador qualquer para fugir de Seattle e com Richmond e Jamie desfrutando da nova condição do vereador. É claro que quando ele era de serventia e funcionava para a trama como suspeito era interessante, mas os seus laços limitados não parecem incriminá-lo nem a cúmplice do cúmplice do secretário do cúmplice do assassino de Rosie Larsen.

sexta-feira, 6 de abril de 2012

The Killing - 02x01/02 - Reflections / My Lucky Day (Season Premiere)

O thriller da AMC está de volta.

Pois é, depois de muita gente, muita gente mesmo, reclamando do final da temporada por inúmeras razões, eis que The Killing voltou com uma proposta completamente diferente do que foi proposto no final da temporada. Respondeu algumas perguntas e vai criando um mistério que vai além de profundidade política e terá uma temporada inteira para trabalhar os motivos para a revelação de quem teria matado Rosie Larsen.

O clima carregado em tensão com fotografia apelativa às escalas de cinza, tematizada na chuvosa Seattle, retorna com a série e me lembram que eu iria de ter paciência com o que ainda estaria por vir. Por algum milagre, me surpreenderam e a sensação de acompanhar essa premiere dupla foi prazerosa.

Apesar do mundo ter ficado maluco por não revelarem a identidade do assassino, eu confesso que não entendi, a série nunca disse quando seria revelado e tudo que era veiculado a imprensa dava a entender de que certamente não seria na finale passada.

O retardamento, como alguns preferem chamar, da revelação, fará a série trabalhar bem seus personagens e cumprir o que Veena Sud, produtora executiva da série, quer exatamente. Ela não quer respostas superficiais apenas, ela quer mostrar na tela como uma família, no caso os Larsen, lida com essa situação delicadíssima.

Esse foi o enfoque da temporada passada, com uma perfeição de atuação de Michelle Forbes, transmitindo em tela a dor de uma mãe ao perder sua filha da forma mais brutal e inesperada o possível. Por falar em Mitch, personagem de Forbes, senti uma falta tremenda dela nesta premiere dupla, o que teria acontecido à Mitch? Será que foi apenas uma fuga da realidade ou que algo aconteceu à ela?

Na primeira parte, nomeado "Reflections", as coisas decorreram a partir da finale da temporada anterior, com Belko preso pela tentativa do candidato à prefeitura Darren Richmond, que ficou entre a vida e a morte, e no maior clichê à lá Twin Peaks (mais um, somado ao cassino e ao lance das acompanhantes), acusado de algo que aparentemente não fez.

As soluções propostas foram básicas, para dar novos rumos ao seriado, Darren seria supostamente livrado das acusações do assassinato de Rosie, com um lance de percepção da nossa detetive sem expressão Sarah Linden, que me incomodou um pouquinho, por que não investigou antes, meu amor?

Aliás, era óbvio que Sarah não ia ficar longe por muito tempo da investigação, recorreu ao chefe e à promotora Christina Niilsen (Sofie Gråbøl, a Sarah original, na dinamarquesa Forbrydelsen) do caso e pediu rapidinho para voltar. Falei que ela era sem expressão, mas tenho mesmo que dizer que me surpreendi com a atuação de Mireille Enos, se pôs no lugar da personagem e assumiu este caso como questão pessoal.

Tanto é a forma como ela trata seu filho durante o episódio, a forma preocupada, com medo de que algo aconteça a ele, principalmente por ter ciência de que pode ter prendido e acusado o homem errado. O núcleo dos Larsen ainda chama atenção, acima de qualquer outra coisa.

Primeiro pelo fato de Belko, o ajudante de Stan, ter enlouquecido e tocado o terror na delegacia da Homicídios de Seattle e se matado, nos poupando de cenas dele e de Stan com papos avulsos na cadeia. Mas o que chamou atenção é o jogo psicológico feito pelo assassino (ou não) ao enviar a mochila de Rosie deixando como gancho a ser utilizado em "My Lucky Day".

Essa mochila vai servir praticamente como o carro-chefe da série e essencial para as investigações. Holder trocou uma pista e parece que, apesar de ser corrupto, é um corrupto do bem, que falsificou uma imagem para indiciar Richmond e fazê-lo alcançar o sonhado distintivo de detetive da Homicídios.

No mais, os acontecimentos foram de forma menos dimensionada e/ou serão retomados nos próximos episódios. E que as teorias comecem novamente!

terça-feira, 21 de junho de 2011

The Killing - 01x13 - Orpheus Descending (Season Finale)

© AMC / Reprodução
Por @kelvinbastos
Antes de começar: Eu avisei. A minha dúvida em relação ao Holder é a coisa mais persistente ever, e há alguns episódios atrás eu já tinha levantado uma hipótese de tantos erros acumulados pelos detetives da incompetente polícia de Seattle e culpar o Holder por isso.

A season finale acaba praticamente como começou, não digo em relação à falta de provas e essas coisas, digo em relação às dúvidas a respeito do "candidato íntegro", o vereador Darren Richmond. O episódio caminhou bem como toda a temporada: lento no começo, sem nexo no meio e alucinante no final.

Fato é que algumas coisas fecharam bem a temporada e outras perguntas me surgem neste momento. Estes dois últimos episódios explicaram o porquê de nos matar com a história desnecessária dos políticos e da maldita campanha de eleição, mas ainda assim, tem coisas que só Deus entende, porque sequer a Veena Sud, produtora da série, sabe.

O que dá a entender com este episódio é que The Killing soube fazer ma boa temporada, mesmo exagerando na chuva, tendo um ritmo lento e um filler para estragar a série como um todo. A AMC tentou repetir o que foi Twin Peaks e a ideia de temporada aberta pra este tipo de série não me agrada.

Deu pra perceber que fiquei feliz porque o episódio foi bom, mas ao mesmo tempo triste com o que realmente esperava do finale. Em resumo, e no final das contas, a temporada premiere de The Killing foi boa, mesmo sem respostas.

O que foi Orpheus Descending? Bem, um misto de tensão, criada pela curiosidade, com reação. Digo que as cenas melhores produzidas do episódio foram as duas discussões da Linden com o Darren. Ela o culpando e ele replicando em defesa, um debate político, carregado de emoção, raiva e indignação (e amor, #ficaadica).

Por outro lado, eu confesso que minha adoração por Michelle Forbes vai virando antipatia. A personagem dela vive numa montanha russa de sentimentos causados pelo luto - que parece que vai ser eterno. Ela deixou a família e vai viver longe de seus pupilos, que, pra minha surpresa, serão cuidados pelo Stan e pela Terry (oi?).

Mas o que eu menos entendi foi o que aconteceu no hospital. Stan e a Amber, que após fazer uma visitinha a sua vítima, Bennett Ahmed, numa conversa por conta de uma latinha numa daquelas máquinas. Coitada, mal ela sabe que fora ele quem fez aquilo com o marido dela.

O melhor, naquele bom sentido da coisa, foi entender qual é a da Gwen. Eu apostava em jogo político do prefeito Adams em sua campanha de reeleição, mas a conselheira do vereador vai pro topo da minha lista de suspeita.

Por que só agora a criatura decidiu acabar com o álibi do "namorado"? Só porque ela nunca vai conseguir competir com uma mulher morta? Definitivamente, não. Tem caroço nesse angú e ela não é flor que se cheire.

Mas o mais assustador foi ver que Holder é um policial corrompido. E assim explica-se o porquê de eu ter dito "eu avisei". Implantar uma prova falsa, quase numa tentativa desesperada para prender a todo custo o candidato mais bem posicionado nas pesquisas, foi só o que faltava pra concretizar minhas dúvidas.

Só que o encerramento do episódio, não nos reservou apenas isto. Ele quis criar um momento de OMG! com WTF?!, num cliffhanger maldito, com Belko, o auxiliar da creche do papai (ok, da transportadora do papai), mirando uma arma pro Richmond que estava sendo escoltado pela polícia. BOOM!
© AMC / Reprodução
O episódio acabou e fiquei perguntando "Como assim?". Belko matará ou não Darren? Quem é o condutor do veículo em que o Holder entra? Ou melhor: Pra quem Holder anda trabalhando? São muitas perguntas diante de uma finale que queríamos respostas.

Mas, assim como em Twin Peaks, fico satisfeito com a primeira temporada e assistirei sim a próxima. Agora com milhões de teorias conspiratórias e ainda um monte de asneiras para ouvir vindo da Veena Sud, que por sinal, reafirmou que o assassino estava foi revelado na finale. Então tá, né. Me mostra porque eu não vi. Enfim, até a próxima temporada.

P.S.: A segunda temporada de The Killing ainda não tem previsão de estreia.

quarta-feira, 15 de junho de 2011

The Killing - 01x12 - Beau Soleil

© AMC / Reprodução
Por @kelvinbastos
Finalmente eu posso falar: agora vai! The Killing avança em sua investigação e põe Darren Richmond no topo da lista de suspeitos. Mas antes de sair correndo com as mãos para o alto gritando que ele é o assassino, vamos com muita calma, tá, só um pouco dela: ele pode ser o mandante ou algo assim, mas também pode sequer ser o tal.

Vem a minha cabeça milhões de teorias conspiratórias de que o Darren está sendo usado em um golpe do Prefeito Adams para sua reeleição. Ele há duas semanas, na linha temporal da série, estava bisbilhotando a vidinha de "Pegador de Teenage Girls" do Richmond e um acontecimento desses elevaria sim a campanha de reeleição do Adams.

O que reforça a minha tese desde o princípio de que ele, o prefeito, era o assassino. Ainda estou tentando entender o que aconteceu com o tal Bennett. Apenas bode-expiatório? A minha tese de Adams o bandidão-fodão da série é ainda mais evidente de o porquê de tudo sempre ligar à Richmond. Eleições e seu saco de podridões.
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Que Rosie não é a santinha que todos pensavam já é de conhecimento de todos, mas tudo tem de ter um motivo, e só a rigidez de Mitch e Stan não me convence. Terry mostrou que ela pode ser bitch de mãos cheias, e ainda me pergunto o porquê dela tirar o Stan da cadeia pagando a fiança. Só ajudando a família da irmã? Não sei.

Outras perguntas a serem feitas podem ser, digamos, bem mais reflexivas com base no episódio. Mitch esconde alguma coisa bem tensa e o Stan sabe bem o que é. Matar a própria filha? Impossível, pelo menos não é o que a produção quer nos fazer acreditar.

Sempre achei esquisito a Mitch sequer ter telefonado para Rosie no tal final de semana, mas neste décimo segundo dia de investigações, não parece que o tal segredo é algo que tenha relação com a morte da própria filha. Será?

Deduzir que Darren é o assassino ainda é algo arriscado, mesmo ele sendo o tal "Orpheus". Achei genial a ideia da Aleena, a.k.a "Céline", em levar o Holder a um local com vários posters do vereador Richmond para dar a ideia de que ele é o Orpheus.

Inteligente também foi a ideia dos e-mails. Curiosidade do que vai acontecer com Linden lá no apartamento não me bate por conta das promos já trazerem ela investigando o carro da campanha. Na verdade, a curiosidade é ver em como a alegação será fundada contra o Richmond ou qualquer outro que seja o assassino, como tudo será encaixado, isso é o que interessa.
© AMC / Reprodução
Aliás, este foi um dos roteiros mais inteligentes da série. Soube trabalhar em nos fazer a acreditar que o Tom Drexler era o "Orpheus" e no fim atacar em nossas faces um monte de ligações possíveis dizendo que era o candidato Darren Richmond.

Depois de refletir sobre este episódio, sim, podemos dizer que agora a série engata. O próximo episódio é o season finale e a produtora executiva Veena Sud já disse que será chocante. Espero que seja mesmo, um episódio de explodir cabeças. Vamos ver como a trama se encerrará, para decidir o quão válido foi a temporada.